Sobre
“Comecei a fotografar aos 70 anos. Fiquei viciado!”
Dimitri Ganzelevitch nasceu em 1936, no Marrocos, de origem francesa e ascendência russa. Viveu e estudou no Marrocos, na Espanha, em Portugal, na França e na Inglaterra antes de se fixar no Brasil, em 1975.
Chegou a Salvador nesse mesmo ano. Morou primeiro na Barra e depois se mudou para o Centro Histórico, onde fundou a Galeria da Sereia, na Rua do Passo — reconhecida como a primeira galeria do Pelourinho. O espaço mostrou nomes já estabelecidos, como Mário Cravo e Carybé, ao lado de artistas em começo de carreira.
Desde 1985 mantém ateliê, loja e arquivo de memória em Santo Antônio Além do Carmo, onde tem papel central na articulação da vida cultural do bairro e na preservação do seu patrimônio.
Galerista, fotógrafo, ator, crítico gastronômico e articulador cultural, começou a fotografar aos 70 anos. Sua pesquisa visual se concentra no que costuma passar despercebido: a rua, as festas, as fachadas coloniais, os azulejos, os mercados e as manifestações afro-brasileiras. É uma pesquisa visual e afetiva sobre memória urbana.
Em julho de 2026, aos 90 anos, abriu na Aliança Francesa de Salvador a exposição Imagens do Povo da Bahia e lançou o livro O Carnaval de Maragogipe.
Casa-Museu Solar Santo Antônio
Reconhecido pelo Ministério da Cultura como Casa-Museu, o Solar Santo Antônio reúne dois imóveis coloniais e abriga a coleção de cerca de 4.000 pinturas formada por Dimitri ao longo de décadas.
O conjunto tem pátios, jardins e vista para a Baía de Todos os Santos. O primeiro edifício é do início do século XIX e foi restaurado entre 1987 e 1988 pelo arquiteto Serge Mège, com a preservação dos elementos originais. O segundo, do qual restou apenas a fachada dos anos 1940, foi reconstruído sob a direção de Luzia Abreu.
A casa se sustenta sozinha, sem apoio de governo ou de empresa: com a bilheteria, a locação de fotografias e a hospedagem.

